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A produtora por trás do fenómeno musical global BTS acaba de abrir as portas da sua nova sede, onde inaugura esta sexta-feira um novo museu interativo dedicado às suas bandas K-Pop e com RM, Jimin, Jin, J-Hope, Suga, V e Jungkook como grandes protagonistas.

A nova sede é um novo edifício de 17 andares e sete caves que contrasta com o escritório de um andar que ocupava anteriormente no distrito exclusivo de Gangnam e, juntamente com o gigante dos cosméticos AmorePacific, redesenha a face do distrito do bairro de Hangangno, em Seul.

Duas destas caves albergam um museu que promete encantar os fãs de K-Pop de todo o mundo e tornar-se numa das atrações mais visitadas da capital sul-coreana quando o turismo recuperar depois da pandemia.

A Hybe -a agência musical, originalmente chamada Big Hit Entertainment, que também acaba de estrear um novo nome- concebeu o local como uma experiência multissensorial através da qual se pode aprender mais sobre a elaboração dos seus produtos ou a inspiração por detrás de algumas das suas canções de sucesso.

No Hybe Insight -como o museu é chamado- não falta espaço para exibir o vestuário usado pelos artistas ou uma parede de 5-6 metros de altura que mostra diversos galardões -desde os prémios Billboard aos American Music Awards e aos Mnet Asian Awards- ganhos esmagadoramente pelos BTS.

MÚSICA EM TRÊS PASSOS

A primeira cave serve de uma introdução ao universo Hybe com espaços que dividem a música que a empresa produz em três componentes.

O primeiro, dedicado ao som, explica o trabalho de produtores e "beat makers" (os "criadores de ritmos"), mostra a decomposição "em camadas" do que se faz nos estúdios de gravação e edição, e culmina com um painel deslumbrante com uma representação visual de todos os elementos envolvidos na canção "On" dos BTS.

O segundo espaço, centrado no movimento, enfatiza a coreografia, um elemento indispensável da K-Pop que atinge novas alturas com a grande banda da Hybe e que é também uma marca indiscutível de outros grupos da casa como os TXT, Enhyphen ou Seventeen.

A terceira área centra-se na narrativa por detrás dos temas musicais lançados pela corporação sul-coreana.

Aqui pode-se encontrar tudo, desde o mapa de uma cidade fictícia concebida pelos BTS através dos seus dois álbuns da série "The Most Beautiful Moment in Life" até às páginas destacadas pelo CEO e fundador da Hybe, Bang Si-hyuk, de livros que se tornaram o fio condutor comum dos álbuns posteriores do grupo, tais como "Demian" de Herman Hesse ou "Mapa da Alma segundo Jung" de Murray Stein.

BTS REINVENTADOS NA TELA

O segundo andar aloja um espaço de exposição temporária que durante os próximos meses vai albergar os desenhos criados pelo artista americano James Jean, que transformou os sete membros dos BTS em "espíritos" da natureza.

Assim, Jungkook torna-se numa criatura chamada Cottontail, RM torna-se Moonchild ou J-Hope transforma-se em Narciso.

Segue-se uma área que procura permitir que os visitantes experienciem a música "através de outros sentidos", seja dançando, cheirando flores que inspiraram alguns artistas ou jogando videojogos.

Depois há uma coleção de retratos de todos os artistas da Hybe, ou dos uniformes -incluindo um casaco Christian Dior- usados pelos BTS para interpretar "Mic Drop" em cidades de todo o mundo.

Antes de chegar à obrigatória loja de souvenirs do museu, o visitante é despedido por um vídeo de 10 minutos com entrevistas com Yuju e Yejin das GFriend, Dino dos Seventeen, HuengingKai e Joshua dos TXT, ou toda a equipa dos BTS, em que os artistas falam sobre os momentos de dúvida nas suas carreiras e, sobretudo, agradecem aos fãs.

Um culminar da simbiose energética e muitas vezes insondável que é criada entre grupos e fãs de K-Pop e que a Hybe parece ter levado a novos níveis.

Por Andrés Sánchez Braun