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A banda sul-coreana BTS apresentou esta sexta-feira em Seul o seu novo álbum de estúdio, "BE (Deluxe edition)", um trabalho em que a banda se envolveu em muitos mais níveis e com o qual quis transmitir uma mensagem de ânimo aos seus fãs em plena pandemia.

"BE" consiste em oito temas, sete novos e "Dynamite" (lançado em agosto), e é sobre a inesperada e triste situação causada pela pandemia.

Começando pelo principal single do álbum, "Life goes on" ("A vida continua"), o trabalho procura partilhar uma mensagem positiva e sensações passadas pelo grupo, que cancelou uma muito aguardada digressão mundial, e desde então não conseguiu atuar com público.

"Nem "BE" nem "Dynamite" estavam inicialmente planeadas. Quando terminamos "Map of the Soul: 7" (o álbum anterior, lançado em fevereiro) pensamos, o que fazemos agora?" contou RM, líder do grupo, numa conferência de imprensa que não contou com um dos membros da banda, Suga, a recuperar de uma operação ao ombro.

Com a digressão cancelada, os BTS começaram a partilhar em abril nas redes sociais o processo criativo do que seria o seu próximo trabalho, algo que, segundo os seus membros, deu para se sentirem perto dos seus fãs, conhecidos como "ARMY".

A ausência de compromissos públicos permitiu que os sete membros do grupo estivessem mais envolvidos no álbum, com cada um a assumir funções de gestão em diferentes áreas.

"O conceito chave de 'a vida continua' começou a aparecer sempre que nos reunimos para conceber o novo álbum", explicou Jimin, que é o responsável pela coordenação da parte musical de "BE".

"Em 'BE' não queríamos mostrar às pessoas em palco o que normalmente se vê. Queríamos que se visse pessoas na casa dos vinte, que é o que somos", comentou J-Hope.

Assim, o álbum tornou-se numa espécie de "diário" sobre os meses de pandemia que o grupo decidiu partilhar, como Jin explicou.

Jungkook, o mais novo do grupo, ilustrou-o claramente ao explicar a dedicatória à ARMY por detrás da canção "Stay", em cuja produção participou diretamente: "seria algo como 'Estamos fisicamente separados mas estaremos sempre juntos'".

Os seis membros do grupo explicaram também que a pandemia lhes serviu para meditar sobre o seu trabalho e olhar para trás.

"No passado senti-me muitas vezes queimado pela pressão. Mas agora quando começo a sentir-me assim, sinto que cresci. Antes era simplesmente um momento difícil que tinha que encarar, mas agora posso usar esses sentimentos para compor", contou V sobre o quão terapêutico foi produzir "BE".