EFEPequim

A província de Hubei, no centro-leste da China, berço da pandemia do novo coronavírus e a mais afetada pelo vírus no país asiático, retomou grande parte do seu movimento com a suspensão das restrições de viagens a partir desta quarta-feira.

Assim, os cidadãos e viajantes que estavam "trancados" em Hubei até ao momento poderão deixar a província, exceto em Wuhan, onde a quarentena vai continuar até ao próximo dia 8 de abril.

Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, o serviço ferroviário está novamente em funcionamento na província à exceção de Wuhan, a sua capital, onde não vai operar em nenhuma das 17 estações da cidade.

A fonte disse que, na fronteira entre a cidade de Huanggang (em Hubei) e Jiujiang (na província de Jiangxi), "dezenas de pessoas estavam à espera para deixar Hubei na noite de terça-feira".

No caso de Wuhan, os comboios vão começar a chegar à cidade a partir do próximo sábado, mas só poderão sair a partir de 8 de abril.

Enquanto isso, o serviço de autocarros da cidade começou a operar após um hiato de nove semanas, numa época em que os números oficiais mostram praticamente nenhuma nova infeção ou morte pela Covid-19.

Os viajantes que desejam usar esses serviços devem apresentar um código gerado pelo smartphone que certifique o seu estado de saúde ou um certificado médico emitido pelas autoridades de saúde.

Começa assim um regresso mais do que relativo à normalidade depois do início da quarentena em Wuhan, no dia 23 de janeiro, que paralisou todo o transporte não emergencial.

Pelo menos 2.526 pessoas morreram da Covid-19 em Wuhan desde que o surto foi detetado no ano passado e 1.358 pacientes ainda estão em estado grave.

O número total de infetados diagnosticados na China desde o início da pandemia é de 81.218, 3.281 dos quais morreram, de acordo com os dados mais recentes da Comissão Nacional de Saúde.