EFEBruxelas

A Comissão Europeia anunciou esta terça-feira que vai destinar 122 milhões de euros para a "investigação urgente" de diagnósticos e tratamentos contra o coronavírus.

O investimento faz parte do programa Horizonte 2020 e junta-se à contribuição que a Comissão já se comprometeu a fazer no passado 4 de maio numa conferência mundial de angariação de fundos promovida pela própria instituição comunitária.

De acordo com os seus dados, a Comissão prometeu nessa convocatória 1,400 milhões de euros para o lançamento de novas investigações relacionadas com o vírus.

Esta nova verba "complementa as ações anteriores para desenvolver diagnósticos, tratamentos e vacinas, reforçando a capacidade de fabrico e aplicando soluções que estão ao nosso alcance para responder rapidamente a necessidades urgentes", sublinhou.

Os investigadores interessados na convocatória podem apresentar os seus projetos até 11 de junho, sendo dada prioridade às iniciativas que proporcionem "uma rápida obtenção de resultados".

"Os projetos financiados devem reorientar o fabrico para a produção rápida de material e equipamento médico necessário à deteção, tratamento e prevenção, assim como desenvolver tecnologias médicas e ferramentas digitais para melhorar o diagnóstico, o acompanhamento e o tratamento dos pacientes", afirmou a Comissão.

O executivo da UE também destacou o guia publicado esta terça-feira pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (CEPCD), que se centra na "vigilância a longo prazo" dos lares para evitar uma alta mortalidade por COVID-19.

Em alguns países europeus, as mortes em lares de idosos representam "entre 30% e 60%" do total, afirmou o ECDC.

"Isto exige atenção não só à segurança e saúde destes grupos vulneráveis, mas também às pessoas que trabalham a longo prazo nestes lares e que estão particularmente expostas", afirmou.

O guia sublinha o "teste e comunicação" de possíveis casos positivos nestas instalações e a comunicação contínua destes dados às autoridades de saúde relevantes.