EFEBruxelas

A Comissão Europeia (CE) pediu esta segunda-feira às empresas farmacêuticas que cheguem a acordos de cooperação tais como o que foi fechado pela francesa Sanofi com a americana Pfizer para produzir mais doses de vacinas contra o coronavírus.

"Encorajamos este tipo de cooperação porque poderá acelerar a criação das doses finais que poderíamos então fornecer aos médicos e enfermeiros", disse o comissário europeu do Mercado Interno, Thierry Breton, durante uma conferência de imprensa.

A Sanofi anunciou a 27 de janeiro que iria fabricar mais de 125 milhões de doses de vacina da Pfizer para a UE a partir de julho de 2021 de modo a ajudar a satisfazer a necessidade do produto, continuando ao mesmo tempo que iria continuar a desenvolver a sua própria vacina.

A Sanofi vai utilizar a sua fábrica em Frankfurt, na Alemanha, escolhida pela sua proximidade a uma fábrica da Pfizer em Mainz, da qual se vai enviar o princípio ativo.

Breton explicou esta segunda-feira que a produção de vacinas está dividida em duas fases, a primeira das quais envolve a preparação da própria substância. Segundo disse, existem na Europa "aproximadamente" dezasseis fábricas capazes de realizar esta tarefa.

Uma vez que a substância seja fabricada, passa-se para o processo de engarrafamento, e é nesta fase que a Sanofi irá colaborar com a Pfizer. O político francês sublinhou que, no Velho Continente, esta operação pode ser realizada por vinte e uma fábricas.

Em qualquer caso, admitiu que deve ser realizada uma operação industrial para "poder aumentar a capacidade de produção de forma absolutamente significativa na Europa para se poder fazer frente à pandemia", embora tenha sublinhado que esta situação não se verifica apenas no Velho Continente, mas também no resto do mundo.

Breton acrescentou que no caso das vacinas já autorizadas na União Europeia, é "a primeira vez no mundo que é preciso estabelecer linhas de produção tão rapidamente". Neste sentido, salientou que o aumento da produção industrial leva geralmente dois anos e que agora o objetivo é alcançá-lo "em cinco ou seis meses".

O comissário europeu visitou este mês a fábrica belga em Seneffe, onde a AstraZeneca fabrica o ingrediente ativo da sua vacina, da qual estão a ser enviadas menos doses à UE do que o inicialmente previsto.

Breton ressaltou que a produção naquela instalação aumentou "claramente" e disse estar "encorajado" e confiante de que a fábrica irá cumprir os objetivos que esperam "nas próximas semanas".