EFEPequim

A China assegurou esta terça-feira que é um facto, não apenas uma notícia da imprensa do país, que o novo coronavírus já tinha sito encontrado em muitas partes no outono de 2019 e enfatizou que rastrear a origem do SARS-CoV-2 é "um assunto científico muito sério" que deve ser baseado na ciência e na realidade.

Na sua conferência de imprensa diária, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, afirmou que houve relatos da Austrália, Itália e "muitos outros países" de que o coronavírus "foi encontrado em vários locais no outono de 2019 e que o período de tempo do primeiro surto está a ser constantemente atualizado".

Hua fez essas declarações em resposta a uma pergunta sobre notícias da imprensa oficial chinesa que indicaram que o vírus pode ter origem noutro país e não na China.

Além disso, observou que a imprensa britânica relatou uma nova variante do coronavírus no Reino Unido em setembro do ano passado, "embora o Governo não tenha feito nenhum anúncio oficial até dezembro".

Questionada se a posição oficial do Governo chinês é que o vírus não começou no país, Hua disse que isso é "chegar a uma conclusão louca".

"Como já deixamos claro várias vezes, a posição oficial do Governo chinês é que rastrear a origem é um assunto científico muito sério. Devemos contar com cientistas e especialistas médicos para chegar a uma conclusão baseada na ciência e nos fatos", enfatizou.

Hua lamentou o que chamou de "uma terrível injustiça da 'BBC' e de alguns outros meios de comunicação ocidentais em questões relativas à China".

"Porque é que existem tantas teorias de conspiração contra a China se é uma questão científica e especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda estão a conduzir as suas investigações?", questionou.

A equipa da OMS está em Wuhan desde a última quinta-feira, onde está a realizar a quarentena obrigatória de 14 dias, que termina a 28 de janeiro.