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Um relatório da empresa de tecnologia e segurança Thales revela que a rápida disseminação do coronavírus se tornou numa arma perfeita para os cibercriminosos que atacam os sistemas de informação de empresas, organizações e indivíduos para fins financeiros e de espionagem.

O relatório "COVID-19, análise de ciberameaças", elaborado pelo Centro de Inteligência da companhia francesa, especializada em soluções tecnológicas para empresas de transporte, segurança, espaço, aeronáutica e defesa, adverte que muitas das novas aplicações de informação sobre o vírus ou de doações solidárias estão a infetar os dispositivos com "malware" como "trojans" ou "ransomware", para conseguir "resgates".

Os especialistas da empresa detetaram que os casos de coronavírus e ciberataques seguem uma curva similar e um padrão de expansão global paralelo, começando na Ásia e depois na Europa central, leste e oeste.

O relatório sublinha que os cibercriminosos estão a utilizar esta pandemia como uma oportunidade para lançar ciberataques contra alvos específicos e, embora inicialmente se tratasse de cibercriminosos com fins económicos, cada vez se detetam mais "grupos apoiados por Estados a utilizar estas debilidades como parte das suas campanhas de espionagem".

De facto, a Thales identificou vários grupos que aparentemente estarão apoiados pela China, Paquistão, Rússia ou Coreia do Norte, segundo o relatório.

"Algumas das novas aplicações de Android que informam sobre a propagação do vírus, por exemplo, estão a infetar dispositivos com malware, como "trojans" ou "ransomware", e foi detetado um aumento exponencial de atividades fraudulentas ou abusivas online", adverte.

Os peritos da empresa registaram que nas últimas semanas surgiu um número significativo de domínios cujo nome se refere ao Covid-19 ao ponto de "mais de 50% serem considerados como tendo objetivos maliciosos".