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Depois de viver um dos anos mais duros da sua carreira na Juventus, sem ser protagonista na sua competição favorita, a Liga dos Campeões, o português Cristiano Ronaldo encara o Europeu como um leão enjaulado, decidido a revalidar o trono da Europa alcançado em 2016.

Habituado a ser protagonista até ao fim, e em muitas ocasiões a triunfar, na 'Champions', Cristiano teve que se conformar este ano com uma campanha modesta, consideradas as ambições iniciais, na qual a Juventus entregou o cetro de campeão de Itália e foi eliminada nos oitavos da competição europeia pelo Porto nos oitavos.

O adeus à Liga dos Campeões foi dos mais amargos para Cristiano. Pela primeira vez nos últimos quinze anos, foi eliminado nos oitavos sem poder marcar qualquer golo na fase de eliminação direta.

Foi, além disso, a segunda eliminação nos oitavos, depois do Lyon ter sido o seu carrasco na época 2019-2020. Não foi muito melhor em 2018-2019, quando perdeu contra o Ajax nos quartos.

A sua temporada na 'Champions' acabou com apenas quatro golos marcados, todos na fase de grupos.

Além disso, a sua Juventus esteve contra as cortas na Série A e só conseguiu a classificação para a próxima edição da Liga dos Campeões na última jornada, graças ao tropeço do Nápoles contra o Hellas Verona.

Os dois troféus conquistados, a Taça e Supertaça de Itália, não podem saciar a fome ganhadora de um jogador que quer continuar a fazer história com o seu país e que está extra motivado por encarar o grupo da morte do Europeu.

A seleção de França, campeã do mundo de 2018, e a da Alemanha, vencedora do Mundial de 2014, são os grandes desafios de Portugal num grupo completado pela mais acessível Hungria.

A seleção húngara será o primeiro rival, no próximo 15 de junho, seguindo-se a Alemanha, a 19, e França, a 23.

À espera de resolver o seu futuro, com um contrato de 31 milhões de euros líquidos por temporada com a Juventus que termina em 2022, Cristiano pode contar com uma das seleções mais competitivas do continente, possivelmente ainda mais preparada do que a que triunfou em Paris.

Ao grupo campeão em França juntaram-se peças de enorme talento como Bruno Fernandes, líder do Manchester United, João Félix, médio do Atlético Madrid, campeão espanhol, ou Diogo Jota, extremo do Liverpool.

E continuam no grupo os grandes líderes do passado, como Pepe, José Fonte, recém campeão de França com o Lille, ou João Moutinho.

CR7, que fez 36 anos em fevereiro, chega ao Europeu depois de ser coroado o melhor avançado da Serie A, com 29 golos, mais cinco que o belga Romelu Lukaku, campeão de Itália com o Inter de Milão.

O Europeu oferece-lhe uma grande oportunidade para recuperar o protagonismo absoluto e ganhar impulso para o futuro, à espera de saber se será em Turim ou noutro grande clube europeu.

Por Andrea Montolivo