EFEGenebra

A Federação Internacional da Cruz Vermelha (FICV) pediu esta quinta-feira à Europa que "não levante o pé do acelerador" na luta contra a pandemia de covid-19 num momento em que as unidades de cuidados intensivos (UCI) de muitas cidades europeias estão a chegar já à sua capacidade máxima.

Partes da Bélgica já chegaram a esse limite de capacidade, e áreas em França, Rússia, Roménia, Ucrânia e República Checa estão a aproximar-se, advertiu a organização em comunicado.

"Há um grande salto no número de hospitalizações e muitos países informam que vão chegar ao limite nas suas UCI nas próximas semanas", salientou a diretora regional da FICV, Birgitte Bischoff Ebbesen.

Ebbsen recordou que o Velho Continente tem atualmente a taxa de novos casos mais alta do mundo, três vezes superior à da primeira vaga de março-abril.

O coordenador regional de saúde e cuidados no organismo, Davron Mukhamadiev, acrescentou que o tempo passado no hospital pelas pessoas afetadas também está a aumentar, sendo o dobro e triplo dos meses com menos hospitalizações nestes centros.

Um possível aumento dos falecimentos por COVID-19 no continente neste outono-inverno pode ainda estar acompanhado pela morte de pessoas que têm maior dificuldade em receber tratamento para doenças cardíacas, tuberculose, cancro e outras doenças devido à crise de saúde, advertiu.

O continente europeu é atualmente a terceira região mais afetada do mundo quanto a casos, com 8,3 milhões, e a segunda em mortes, com mais de 260.000.