EFELisboa

O jovem avançado uruguaio Darwin Núñez tornou-se na referência goleadora do Benfica neste começo de época e, agora, depois de recuperar de uma lesão no joelho, quer deixar a sua marca na Liga dos Campeões contra o Barcelona.

Depois de um mês de agosto ainda afastado por lesão, Darwin Núñez voltou a disputar alguns minutos na terceira jornada, e nos últimos três encontros do campeonato foi titular.

Com 4 golos, tem uma excelente média de um golo por cada 56 minutos, e ajudou o Benfica a igualar o recorde histórico conseguido há 39 anos, quando venceu os seus primeiros jogos da Liga.

Nesta segunda-feira marcou dois dos três golos do Benfica contra o Boavista (3-1) e começa a ser o jogador que na última época chegou a Lisboa como a contratação mais cara do clube, que pagou 24 milhões de euros ao espanhol Almería.

Darwin Núñez é um "9" que cai bem pela ala, com bastante velocidade apesar da sua altura, sabe sair para o ataque com a bola nos pés e é um excelente finalizador de cabeça.

A última temporada na Luz esteve marcada pelos problemas no joelho, obrigando a uma cirurgia em finais de maio, o que o afastou não só das "águias" como da seleção uruguaia.

No seu regresso em agosto, Jorge Jesus encontrou-lhe posição, preferindo que alinhe como um segundo avançado para que se possa associar com o ponta-de-lança referência no Benfica, o internacional ucraniano Yaremchuk, que está a oferecer um bom rendimento depois da sua chegada no verão.

Entre os melhores parceiros do jovem avançado de 22 anos está a classe do internacional português Rafa Silva, que assumiu a ala direita.

Rafa e Darwin são a chave para dar início ao ataque encarnado e as suas inclusões pela ala podem ser as grandes ameaças para o Barcelona no segundo jogo da Champions que irão jogar no próximo 29 de setembro no Estádio da Luz.

A última época foi uma das piores campanhas desportivas do Benfica, que apenas conseguiu a terceira posição de acesso à Liga dos Campeões nos últimos encontros, enquanto que o seu presidente, o histórico Luís Filipe Vieira, foi detido no verão por corrupção e teve de depositar uma fiança de 3 milhões de euros para eludir a prisão.

Vieira teve que deixar o cargo, sendo substituído pelo seu segundo, o ex-jogador Rui Costa.

Já na nova época, a equipa conseguiu a qualificação para a fase de grupos da Liga dos Campeões, afastando o PSV Eindhoven.

Por Carlos García