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O grupo de exploradores Caladan Oceanic conseguiu fotografar os destroços do Titanic, situados ao norte do oceano Atlântico, pela primeira vez nos últimos catorze anos, segundo anunciou a produtora Atlantic Productions em comunicado.

Esta empresa, vencedora de prémios Bafta, vai publicar os resultados da expedição num documentário.

O transatlântico, que se afundou em abril de 1912 durante a sua viagem inaugural entre a cidade inglesa de Southampton e Nova Iorque, ficou na escuridão durante os últimos catorze anos até esta iniciativa.

Através de um submersível tripulado, os especialistas conseguiram tirar várias fotos que mostram o estado atual dos destroços da embarcação, situada a 3,8 quilómetros de profundidade a cerca de 600 quilómetros do litoral de Terranova (Canadá).

Foram necessárias cinco imersões ao longo de oito dias para tomar estas fotografias em qualidade 4K e mostrar assim a embarcação como nunca se tinha visto.

Victor Vescovo, líder da exploração, explicou que não estava preparado para a "imensidade da nave" e que foi "extraordinário" poder passar ao lado do Titanic e ver as luzes da sua embarcação refletida nele.

Um dos cientistas que acompanharam Vescovo na aventura, Lori Johnson, afirmou que os destroços da embarcação vão continuar a deteriorar-se como parte de "um processo natural".

Situado a uma profundidade onde a temperatura da água está à volta de 1 graus centígrados, o navio está indefeso frente às correntes marítimas e ao ataque das bactérias, que estão a acabar com algumas partes do barco, como os camarotes do capitão.

Durante a estadia, a equipa pôs uma coroa de flores e realizou uma pequena cerimónia em honra das mais de 1.400 pessoas que perderam a vida durante o acidente que aconteceu há já mais de um século.