EFELos Angeles (EUA)

A E3, a feira mais importante de videojogos à escala global, regressa após um ano de paragem devido à pandemia e com uma edição virtual que irá reunir as principais companhias deste lazer digital, embora com ausências de alguns gigantes, como a Sony.

Depois de saltar 2020 por culpa do coronavírus, a E3 vai começar no sábado, 12 de junho, uma edição que se vai estender até terça-feira, 15, e na qual todos os atos poderão ser acompanhados por internet, em "streaming" e sem sair de casa.

O Centro de Convenções de Los Angeles (EUA), o lugar habitual deste grande evento, ficará desta vez vazio e não irá viver as cenas da última E3, que em 2019 reuniu cerca de 66.000 pessoas na baixa da cidade californiana.

Mais além do seu caráter virtual e não presencial, a E3 será mais uma vez uma celebração em estilo de uma enorme indústria de entretenimento cujo impressionante negócio também foi impulsionado pelo confinamento do coronavírus.

Neste sentido, a empresa de consultoria Newzoo, especializada no estudo deste setor de entretenimento, disse que os jogos de vídeo geraram em 2020 e em todo o mundo 177.800 milhões de dólares (cerca de 146.560 milhões de euros) em comparação com 145.700 milhões de 2019 (cerca de 120.107 milhões de euros).

Os videojogos podem não ter o glamour do cinema ou a atenção dos media que Hollywood tem, mas o seu impacto económico está muito acima dos dados do grande ecrã.

Segundo o relatório de 2019 da Associação do Cinema dos EUA (MPAA), as receitas de bilheteira dos cinemas de todo o mundo nesse ano totalizaram 42.200 milhões de dólares (34.782 milhões de euros), menos de um terço do que a indústria dos videojogos conseguiu nesses doze meses.

QUEM VAI ESTAR NA E3?

Dinheiro à margem, os "gamers" estarão muito pendentes nesta E3 virtual das novidades que as diferentes companhias podem apresentar.

A francesa Ubisoft vai ser a encarregada de inaugurar a feira no sábado, dia 12 de junho, com um evento no qual se esperam notícias de videojogos como "Rainbow Six Extraction", "Far Cry 6" ou "Riders Republic".

A Xbox será o prato forte de domingo, 13 de junho, e nesta ocasião vai partilhar conferência com o estúdio Bethesda.

Neste ato conjunto preveem-se novidades de jogos como "Halo Infinite" ou "Starfield" e que se preste muita atenção à consola Xbox Series X, que saiu à venda em novembro de 2020.

Por sua parte, a japonesa Nintendo será a encarregada de colocar um ponto final à E3 na terça-feira, 15 de junho, com um evento no qual se poderão conhecer novos detalhes de videojogos como "Metroid Prime 4", "Bayonetta 3" ou a sequela de "The Legend of Zelda: Breath of the Wild".

QUEM PERDE A E3?

São dois os principais ausentes desta E3 virtual: Sony e Electronic Arts.

A baixa da Sony, que em novembro de 2020 apresentou a PlayStation 5, não apanhou muitos de surpresa, pois esta empresa já tinha recusado participar na edição de 2019, apesar dos seus atos costumarem ser os mais esperados pelos fãs da E3.

Nos últimos anos, a Electronic Arts costumava organizar em Los Angeles um evento próprio e na véspera da E3 chamado EA Play, que servia de inauguração informal da feira.

Contudo, a Electronic Arts optou este ano por adiar o EA Play, que será realizado a 22 de julho e à margem da E3.

Por David Villafranca