EFECopenhaga

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (CEPCD) aconselhou esta quarta-feira a reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina contra covid-19 dentro dos limites "autorizados".

Esta recomendação deve ser especialmente tida em conta para pessoas em grupos de risco que ainda não tenham a vacinação completa.

Este centro de referência da União Europeia (UE) salientou em comunicado de que a vacinação completa é "chave" para proteger contra os efeitos mais graves do coronavírus, incluindo os causados pela variante delta.

As vacinas oferecem "alta proteção", pelo que são importantes para proteger as pessoas em risco, reduzir a transmissão e prevenir o aparecimento de novas variantes de preocupação.

"Embora as vacinas disponíveis sejam muito eficazes, até que uma maior proporção da população seja imunizada, o risco não passou. Estamos a assistir a um aumento dos infetados em toda a Europa e as vacinas são a melhor opção disponível para evitar mais casos graves e mortes", disse Mike Catchpole, cientista chefe do ECDC.

A organização com sede em Estocolmo salientou que as vacinas não são "100% eficazes" e que é previsível um número "limitado" de infeções entre as pessoas que completaram o regime, embora de menor gravidade na maioria dos casos.

"Enquanto o vírus continuar a circular, continuaremos a ver infeções em pessoas vacinadas", disse Fergus Sweeney, chefe de testes clínicos da Agência Europeia do Medicamento (EMA).

Ambas agências destacaram no comunicado a importância de respeitar as restrições e medidas de proteção nacionais, tais como manter uma distância social e o uso de máscaras.