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Não se pode fazer nada a curto prazo para combater o elevado preço do gás, que está a causar substanciais subidas nas faturas da eletricidade em vários países, afirmou esta terça-feira no Dubai o presidente da Associação Europeia da Indústria do Gás.

"Há pouco que se possa fazer a curto prazo, a indústria do gás é uma indústria a longo prazo, por isso o que não se fez nos últimos anos não se pode fazer agora só para criar novos abastecimentos", disse Didier Holleaux, que preside a organização que abrange a maioria das empresas de gás de uso industrial, médico e agrícola da Europa.

Em declarações à imprensa durante a conferência Gastech, dedicada à indústria do gás e inaugurada esta terça-feira, Holleaux previu que "a escassez de gás que vemos hoje pode manter os preços a um nível elevado".

"Estamos a tentar geri-lo o melhor que podemos", acrescentou.

O líder empresarial também rejeitou que a Rússia possa ser responsabilizada pela atual crise do gás na Europa e defendeu o trabalho conjunto com esse país para mitigar o problema do abastecimento, que se deve, insistiu, às consequências do passado.