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O Governo espanhol começou esta segunda-feira os procedimentos para a exumação e identificação das vítimas da Guerra Civil (1936-1939) e da ditadura de Francisco Franco (1939-1975) que foram sepultadas no Vale dos Caídos, local onde os restos mortais do ditador estiveram por 44 anos.

Espanha aprovou no último dia 30 de março um subsídio de 665 mil euros para financiar estas obras, necessárias para o acesso e segurança da passagem ao interior dos diferentes níveis das criptas, entre outras execuções, informou o Governo em comunicado.

As exumações foram autorizadas em 2016 por um juiz de San Lorenzo de El Escorial, município madrilenho onde está localizado o mausoléu, reconhecendo "o direito a um sepultamento digno" dos irmãos Manuel e Antonio Ramiro Lapeña Altabás, fuzilados pelo regime de Franco em 1936.

O Vale dos Caídos, localizado a cerca de 50 quilómetros da capital espanhola, foi construído por prisioneiros republicanos que faziam trabalhos forçados.

Franco ordenou a construção deste complexo que abriga os restos mortais de milhares de vítimas da sangrenta Guerra Civil, tanto do lado franquista como da República, em 1936 o sistema político legal em Espanha.

Em outubro de 2019, os restos mortais do ditador espanhol, que estavam sepultados no local desde a sua morte em 1975, foram exumados e transferidos para um cemitério municipal de Madrid, juntamente com os da sua esposa.

Está também sepultado no Vale dos Caídos José Antonio Primo de Rivera, líder da Falange, movimento fascista dos anos 1930.

Após a exumação de Franco, o Governo espanhol estuda a redefinição do lugar e o futuro da congregação de monges beneditinos localizada no Vale dos Caídos.