EFEBruxelas

Espanha continua a pressionar para que a União Europeia tome o quanto antes medidas de grande alcance para fazer frente à subida constante dos preços da energia face ao "risco" de que a escassez energética se prolongue mais além do inverno, tal como previsto pela Comissão Europeia.

"Consideramos que se deve começar já, e de maneira urgente, a fazer esta reflexão, que a Comissão coloca para médio ou longo prazo", disse o secretário de Estado espanhol para a União Europeia, Juan González-Barba, à sua chegada a um Conselho de Ministros dos Assuntos Gerais da UE realizado no Luxemburgo.

A reunião ministerial serve de preparação para a cimeira de chefes de Estado e de Governo da UE a realizar esta quinta e sexta-feira em Bruxelas, onde, a pedido de Espanha, os preços da energia farão parte da agenda.

González-Barba salientou que Madrid quer que "se acelere esta reflexão", que a Comissão está a adiar para médio e longo prazo, pois "existe o risco que a partir de abril, como analisou a Comissão, as circunstâncias, o choque de oferta e procura depois da covid, que levaram a este aumento de preços ainda não tenham desaparecido".

O Governo de Espanha avançou há um mês uma série de medidas para enfrentar os preços elevados da energia, tais como a compra conjunta de gás, e apelou a "medidas excecionais" para responder à crise, tais como retirar o gás do sistema de preços marginais enquanto os valores continuarem a ser excecionalmente elevados.

A Comissão Europeia afirma que os Estados-membros têm à sua disposição instrumentos suficientes para lidar com a escassez de energia, tais como subsídios às famílias pobres, e deixou para o médio prazo os debates que Espanha suscitou.