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Espanha registou um aumento de 80.202 mortes entre os dias 15 de março, quando surgiu a primeira vaga de covid-19 no país, e 27 de dezembro de 2020 em comparação com o mesmo período de 2019, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol divulgados esta quarta-feira.

O número real de mortes causadas por complicações da covid-19 tem sido motivo de polémica social e discussão política desde que a pandemia chegou ao país. Os registos oficiais reconhecem 52.683 vítimas até ao momento, mas a oposição conservadora e de extrema-direita e outros setores acreditam serem muito mais milhares.

O Governo argumentou diversas vezes que os mortos notificados oficialmente são os confirmados com diagnóstico de laboratório.

Entre essas datas morreram 391.398 pessoas em Espanha (311.196 no mesmo período em 2019), mas o INE, um órgão estatal, contabiliza as mortes por todas as causas, não só por covid-19.

A 14ª semana de 2020 (de 30 de março a 5 de abril) registou o maior aumento do ano, com 20.767 mortes, em comparação com as 8.807 de um ano antes, mais 135%.

Outro aumento significativo de mortes em 2020 ocorreu na 45ª semana (de 2 a 8 de novembro), durante a segunda vaga, quando 10.599 pessoas morreram, mais 2.922 do que um ano antes, 38%.

Dessas 80.202 mortes excedentes, 38.438 foram de homens e 41.764 de mulheres. Por idade, a maioria corresponde a pessoas com mais de 70 anos de ambos os sexos.

No período de 2020 referido, morreram 196.777 homens e 194.621 mulheres. Um ano antes, os números entre 15 de março e 27 de dezembro eram de 158.339 homens e 152.857 mulheres.