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Os extremistas estão a utilizar videojogos e plataformas de chat de jogos para fomentar o radicalismo, segundo uma investigação da BBC.

Durante um acompanhamento de três meses, o programa BBC Click, especializado em novas tecnologias e emitido ao fim de semana, descobriu antissemitismo, racismo e homofobia em diferentes plataformas, entre as quais a DLive e Odysee, onde os utilizadores podem conversar sobre jogos como "Call of Duty".

Esses chats, acrescenta a cadeia, podem passar depois a espaços privados como o Telegram (uma aplicação para difundir mensagens).

"Uma vez que estás nesse mundo, então começa a radicalização", disse à BBC Joe Mulhall, membro da organização antifascista "Hope not Hate".

"É quando se começa a ir a outras reuniões, grupos mais pequenos, onde não há necessariamente jogos (mas) fala-se sobre política de forma mais explícita", acrescentou Mulhall.

Por sua vez, o Telegram esclareceu que utiliza "uma combinação de vigilância pró-ativa de espaços públicos e denúncias de utilizadores" para remover conteúdos que violam as condições do seu serviço.

A DLive e a Odysee, que têm uma política de tolerância zero para violência e ódio, não comentaram a investigação, enquanto os responsáveis pelo "Call of Duty" indicaram que tomam medidas como banir jogadores em caso de comportamentos racistas.

A BBC Click enfatiza que os extremistas podem estar a recorrer aos videojogos depois dos gigantes das redes sociais terem endurecido as suas regras para evitar que estas plataformas sejam usadas para espalhar esse tipo de ideias.