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O Governo socialista espanhol aprovou hoje o projeto de orçamento para 2019, que prevê um crescimento da despesa social e investimentos junto com um corte do défice público, e solicitou o apoio do Congresso, onde está em minoria.

A ministra da Economia, Nadia Calviño, recalcou em conferência de imprensa a "mensagem de compromisso com a disciplina orçamental, mas também com um crescimento mais justo e mais sustentado", um cenário otimista ao qual se soma a previsão da redução do desemprego em Espanha até 14%.

Calviño ressaltou que o projeto de orçamento prevê um défice público de 1,4%, o valor pactado com a Comissão Europeia e uma ligeira redução do ratio de dívida pública a respeito do PIB (de 96,9% em 2018 a 95,4% neste ano).

O projeto prevê um aumento de 9,5% da receita fiscal, até 227.000 milhões de euros, graças tanto à melhoria da economia como ao aumento de alguns impostos, especialmente a rendas mais altas, grandes empresas e o aumento da fiscalidade sobre o diésel.

A ministra da Economia recalcou que se tem feito "um esforço muito importante em políticas sociais", com aumentos da despesa para pensões, alta do salário mínimo, bolsas de estudos para estudantes ou acesso a habitação, além da menor fiscalidade às empresas pequenas ou para alguns produtos de grande procura social, como produtos culturais digitais ou de higiene feminina.

O Governo socialista irá enviar na segunda-feira o seu projeto ao Parlamento, onde deve reunir apoios de diferentes grupos porque está em minoria no Congresso (84 deputados de 350).

Dada a recusa que avançaram o conservador Partido Popular (PP) e o liberal Ciudadanos (C's), a aprovação dos orçamentos passaria pelos partidos independentistas catalães, que continuam a insistir em que o Governo atue para favorecer a autodeterminação dessa região.