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O ministro de Economia do Reino Unido, Philip Hammond, afirmou hoje que é "ilusório" pensar que o pacto do "brexit" se pode renegociar à última hora e ressaltou que o acordo proposto pelo Governo conservador é o "melhor e único disponível".

Hammond abriu a terceira jornada de debate na Câmara dos Comuns sobre o documento pactuado com Bruxelas pela primeira-ministra, Theresa May, que será votado pelos deputados no próximo 11 de dezembro num ambiente de grande oposição.

O chamado chanceler do Exchequer ressaltou que o acordo proposto cumpre com o mandato do referendo de 2016 de sair da União Europeia (UE) mas ao mesmo tempo "mantém vínculos" com o bloco comunitário que serão benéficos para a economia.

Este acordo "de compromisso" vai permitir "unir a nação" após a execução do "brexit" no próximo 29 de março, disse Hammond, que advertiu que "as nações divididas não são prósperas".

Pronunciou-se na mesma linha o negociador-chefe da Comissão Europeia, Michel Barnier, que perante o Comité Europeu das Regiões (Cdr) disse hoje que o texto apresentado é o "melhor e único possível".

May procura estes dias, com ajuda de aliados como Hammond, obter apoios para esse pacto, que causou grande oposição entre os deputados dentro e fora do governante Partido Conservador.

Alguns deputados pressionam para estender o prazo de negociação com a UE de modo a se poder alcançar um acordo diferente, enquanto outros preferem sair sem consenso ou que seja convocado um segundo referendo.

Se o pacto, que regula a saída do bloco e define a futura relação bilateral, for rejeitado na próxima terça-feira, May terá que apresentar imediatamente planos alternativos, mas poderá enfrentar uma moção de censura da oposição.