EFEGenebra

O hemisfério norte viveu o verão mais quente jamais registado, com uma temperatura entre junho e agosto 1,17 graus superior à média, informou esta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM) com base em dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA).

A marca excede os verões mais quentes até agora, registados em 2016 e 2019, disse em conferência de imprensa a porta-voz da OMM, Clare Nullis, que também recordou que os cinco períodos de verão mais quentes até agora foram os dos últimos cinco anos.

Globalmente, agosto foi o segundo mais quente jamais registado, 0,94 graus centígrados acima da média do século XX, que foi de 15,6 graus.

Os números da NOAA também revelam que todos os meses, nos últimos 35 anos, têm mostrado pelo menos temperaturas nominais acima da média do século XX.

O oeste dos Estados Unidos, a Europa, grande parte da Rússia e o sudeste da China foram as regiões onde as temperaturas de verão estiveram mais acima da média, disse a OMM, acrescentando que o calor tem sido um fator numa época de incêndios particularmente destrutiva em áreas como a costa ocidental dos Estados Unidos.

A OMM observou ainda, continuando a citar dados das autoridades americanas, que a época dos furacões no Golfo do México está a ser tão ativa que a lista de nomes para estes fenómenos meteorológicos poderá esgotar-se, obrigando à utilização de letras do alfabeto grego, algo que não acontece desde 2005.

Todos os anos, o primeiro furacão é nomeado com um nome que começa com a letra A (Arthur nesta época), o segundo com a letra B e assim sucessivamente.

O furacão mais recente, chamado Vicky, foi o vigésimo, e depois do W (Wilfred) seria utilizado o alfabeto grego (Alfa, Beta, Gama, etc.).

Nullis recordou também que na segunda-feira o Centro Nacional de Furacões dos EUA alertou para a formação de cinco ciclones no Atlântico (Paulette, René, Sally, Teddy e Vicky), uma quantidade de potenciais furacões simultâneos que não se observava desde 1971.