EFEJerusalém

As autoridades israelitas aprovaram a construção de mais de mil casas em duas dezenas de assentamentos no território palestiniano ocupado da Cisjordânia, informou hoje a ONG israelita Paz Agora.

O Alto Comité de Planeamento da Administração Civil (que pertence ao organismo militar israelita que gere a ocupação dos territórios palestinianos) aprovou um total de 1.122 casas em duas dezenas de colónias, e esta manhã foi publicado um concurso público para a construção de outras 651 unidades, informou a organização em comunicado.

Mais de metade das casas aprovadas pertencem a assentamentos fora dos principais blocos de colónias, que em vários processos de paz se contemplou que ficariam dentro das fronteiras de Israel mediante intercâmbios territoriais com os palestinianos.

Israel poderá aprovar novas construções em breve, já que o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, anunciou que se aprovariam 2.490, entre as quais estariam incluídas as que receberam ontem sinal verde.

"O Governo está a tentar destruir a possibilidade de uma solução de dois estados e as perspetivas de paz ao construir mais e mais nos assentamentos. Esta agenda é contrária ao interesse nacional de Israel e aos interesses de qualquer um que procure um futuro pacífico na região", afirma a Paz Agora.

Entre as colónias que serão ampliadas estão a de Oranit, no norte da Cisjordânia, com 202 novas casas; a de Givat Ze'ev, com 194; Karmei Zur, com 120, e Kfar Adumim, com 92.

Segundo o meio digital Ynet, a Administração Civil aprovou em 2017 a construção de 3.000 novas casas, mas só algumas dúzias começaram a edificar-se, pois os concursos para o resto ainda não se publicaram.

Israel considera legítimo construir nos assentamentos em território ocupado quando se trate de terras públicas e não privadas, mas as colónias são ilegais para a legislação internacional, e a comunidade internacional vê nelas e na sua ampliação um dos principais obstáculos para um acordo de paz entre palestinianos e israelitas.