EFEWashington

A juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, a mais antiga entre os integrantes do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, morreu esta sexta-feira aos 87 anos, por complicações de um cancro do pâncreas.

Em comunicado, o tribunal disse que a magistrada, conhecida como defensora de ideais progressistas, "faleceu nesta noite cercada pela família na sua casa" em Washington, capital do país.

Na mesma nota, o presidente do Supremo Tribunal dos EUA, John Roberts, nomeado pelo ex-presidente republicano George W. Bush, prestou homenagem à juíza.

"A nossa nação perdeu um jurista de estatura histórica. Todos nós no Supremo Tribunal perdemos uma colega querida. Lamentamos hoje, mas estamos confiantes de que as gerações futuras recordarão Ruth Bader Ginsburg como a conhecíamos, uma incansável e determinada campeã da justiça", declarou Roberts.

Com a morte de Ruth, o presidente dos EUA, Donald Trump, vai poder indicar mais um nome para o Supremo Tribunal -já tinha nomeado outros dois no seu mandato- e, assim, consolidar a maioria conservadora entre os integrantes às vésperas das eleições presidenciais, marcadas para 3 de novembro.