EFELisboa

Antes de começar o seu primeiro treino com o Vitória de Setúbal, o treinador espanhol Julio Velázquez concedeu à EFE a sua primeira entrevista no regresso aos bancos da Liga portuguesa que, segundo afirmou, "está entre as seis melhores ligas do mundo".

Depois de um ano sem clube, após deixar a italiana Udinese em novembro de 2018, Velázquez, de 38 anos, tinha ofertas de "Espanha, Portugal, Inglaterra ou Bélgica, e esperamos pelo momento e a equipa apropriada", disse.

Consciente da enorme cultura futebolística de Portugal e da forte massa associativa do Vitória de Setúbal, Julio Velázquez assinou até ao fim da temporada, contando como segundo outro jovem técnico com uma grande experiência, Antolín Gonzalo, ajudante de Vicente del Bosque e Julen Lopetegui na seleção espanhola e com este último também no Real Madrid.

Velázquez, que terá como preparador físico o espanhol Gonzalo Escudero, chega a Portugal com muitas expectativas, já que durante a sua etapa com o Belenenses foi um técnico muito querido pelo seu clube e pela imprensa lusa, já que deixou a marca de uma aposta pelo bom futebol.

Pergunta: De volta aos bancos depois de um ano.

Resposta: Graças a Deus, tínhamos muitas opções: Espanha, Portugal, Inglaterra ou Bélgica; e esperamos pelo momento e a equipa apropriada. A verdade é que me apetecia voltar a Portugal, de modo que, depois do avaliar, era a melhor proposta. Além disso, é um clube com muita história.

P: Um plantel heterogéneo, com um guarda-redes georgiano, muitos brasileiros ou o argentino Brian Mansilla.

R: Conhecemo-la à perfeição, temos todo o plantel e a referência é muito boa a nível humano. Fazer uma avaliação -futebolística- é ainda precipitado, mas vamos pôr muita paixão e toda a esperança.

P: Duas derrotas, seis empates, três vitórias e só três golos em onze encontros.

R: O objetivo que temos é muito claro, manter a categoria e que os adeptos se sintam orgulhos. Por enquanto, assinamos até 30 de junho, porque decidimos assim.

P: O sistema de jogo costuma ser de 4-3-3.

R: Eu procuro sempre ter em conta a capacidade dos jogadores, procurar as complementariedades e jogar com um sistema versátil, que permita adaptação.

P: Regressa a Portugal com que adjuntos?

Como treinador adjunto vai estar Antolín Gonzalo (ajudante na seleção espanhola de Del Bosque e Lopetegui, continuando com este no Real Madrid) e como preparador físico estará Gonzalo Escudero, que também será de analista.

P: Volta ao futebol português, onde é muito querido.

R: A verdade é que tenho muitos amigos, mantenho muito boas relações com a minha anterior equipa, o Belenenses, com presidentes de clubes, diretores desportivos e também com jornalistas.

P: Como tem visto a Liga de Portugal desde fora?

R: Sem dúvida que está entre as seis melhores ligas do mundo. É muito competitiva, saem sempre jogadores e treinadores daqui e é um país muito futeboleiro.

P: Benfica, Porto como favoritos e a surpresa do Famalicão na Liga.

R: A do Famalicão (em terceiro lugar na Liga, à qual conseguiu a promoção esta época) não é uma surpresa, nem fruto da casualidade, porque conheço muito bem o seu presidente, Miguel Ribeiro, que é um grande profissional.

P: Além disso, volta a ter como rival o Natxo González, treinador do Tondela.

R: Conheço-o muito bem, já nos enfrentamos várias vezes, o Natxo é muito bom tipo e é um grande profissional.

Carlos García