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O Governo regional de Madrid vai tomar medidas "mais drásticas" para impedir o avanço do coronavírus, adotando a estratégia de "confinamentos seletivos" nas áreas de maior incidência e restrições à mobilidade e concentração de pessoas.

Segundo anunciou esta quarta-feira o vice-ministro da Saúde Pública e do Plano COVID-19 da Comunidade de Madrid, Antonio Zapatero, as medidas serão conhecidas este fim de semana.

A região de Madrid tem 6,5 milhões de habitantes, dos quais cerca de metade estão na capital.

A Comunidade de Madrid acumula um terço das novas infeções nas últimas 24 horas (1.207), segundo os últimos dados oficiais.

O Ministério estima que a percentagem de camas de hospital ocupadas por pacientes de covid na Comunidade de Madrid é de 21%, frente à média nacional de 8,5%. O aumento de casos está também a ter um impacto na atenção primária, cujos médicos afirmam estar saturados.

Durante uma conferência de imprensa realizada esta terça-feira, Zapatero explicou que a situação na região de Madrid é de "manutenção do nível de infeção", mas considerou que é necessário antecipar e contemplar "todo o tipo de medidas", cujo objetivo é baixar a curva da número de casos, acrescentou.

Zapatero esclareceu que "tecnicamente" não é possível falar em confinamento e é necessário estudar os aspectos jurídicos dessa medida, mas frisou que, dada a situação epidemiológica da região, é necessário "dar um passo em frente", pois existe um "relaxamento" do comportamento cidadão que "não podemos permitir".

Até agora, apesar do aumento de casos nas últimas semanas, principalmente na parte sul da capital e na região, o governo local tem resistido a tomar medidas mais restritivas, como tem acontecido nas últimas semanas em várias outras regiões espanholas.

Por outro lado, a Comunidade de Madrid solicitou ao Ministério da Saúde que a quarentena fosse reduzida de 14 para sete dias pois, na sua opinião, o cumprimento do período de isolamento é muito mais eficaz se for respeitado.