EFEBagdad

Centenas de manifestantes desafiaram esta sexta-feira o recolher obrigatório imposto pelas autoridades para enterrar os mortos em Nassíria, após um dia marcado pela violência onde pelo menos 30 pessoas morreram nesta cidade do sul do Iraque.

Manifestantes cercaram esta sexta a sede do comando da polícia da província sul de Dhi Qar, enquanto as forças de segurança pediram aos líderes dos protestos e clérigos influentes que intervissem para conter a violência, disse uma fonte do Ministério do Interior do Iraque à Efe.

Segundo a fonte, as forças de segurança tentaram dispersar os manifestantes com gás lacrimogéneo e água pressurizada, ferindo várias pessoas.

A violência ocorreu depois dos manifestantes terem invadido o consulado iraniano na cidade de Najaf, também no sul do país, provocando a resposta das forças de segurança, e culminou num dos dias mais violentos desde o início dos protestos, em outubro.

Manifestantes em Nassíria mantiveram esta quinta as estradas fechadas e queimaram pneus, enquanto as medidas de segurança foram reforçadas em toda a província. Por sua vez, o governador de Dhi Qar, Adel al-Dakhili, anunciou a sua demissão em protesto contra a queda de dezenas de "mártires" e pediu uma investigação imediata dos incidentes.

Os manifestantes pedem uma mudança de Governo, considerando-o corrupto e responsável pela má gestão dos recursos e problemas económicos do país.

Desde o início dos protestos, pelo menos 371 pessoas morreram em várias partes do país, de acordo com os dados mais recentes da Comissão Iraquiana de Direitos Humanos.