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Novos candidatos como o ministro de Ambiente, Michael Gove, somaram-se este domingo à corrida para suceder à primeira-ministra britânica, Theresa May, na liderança do Partido Conservador e do Governo.

May anunciou na sexta-feira passada que irá renunciar ao seu cargo a 7 de junho perante as fortes pressões dos seus ministros e deputados, se bem irá permanecer no cargo até a escolha do seu sucessor.

A "primeira-ministra" decidiu renunciar ao não prosperar nenhum adas suas tentativas para executar a saída deste país da União Europeia.

Gove, considerado junto com Boris Johnson um dos artífices da campanha pelo "brexit", é o último dos nomes que se unem à lista de candidatos, na qual também estão o que ex-ministro para o "brexit" Dominic Raab e a ex-líder dos Comuns Andrea Leadsom.

"Acho que estou preparado para unir o Partido Conservador, preparado para executar o 'brexit', e preparado para liderar este grande país", afirmou hoje Gove, numa declaração à imprensa na porta da sua residência do oeste de Londres.

Por outro lado, Andrea Leadsom disse ao "Sunday Times" que estaria disposta a apoiar uma saída sem acordo "se fosse necessário".

No "Mail on Sunday", Dominic Raab afirmou que preferiria deixar a UE com um acordo, mas opinou que o país deve "demonstrar tranquilamente uma resolução inquebrantável para sair em outubro, como muito tarde".

O resto de candidatos que já se tinham postulado de maneira oficial são o titular de Exteriores, Jeremy Hunt; o ministro de Desenvolvimento Internacional, Rory Stewart; o ex-titular de Exteriores Boris Johnson e a ex-ministra de Trabalho e Pensões Esther McVey.

Também apresentou este sábado a sua candidatura o titular de Saúde, Matt Hancock.

O favorito, Boris Johnson, advoga por uma linha dura de execução do "divórcio" com Bruxelas, e é partidário de abandonar a UE a 31 de outubro -o último prazo fixado para o "brexit"-, "com ou sem acordo".

Sustenta que a "melhor maneira de obter um bom acordo é preparar-se para um 'brexit' sem acordo", como ressaltou nesta sexta-feira numa conferência na Suíça pouco depois do anúncio de May.

No total, são oito os que de maneira oficial aspiram a suceder à ainda líder "tory".

Antes de anunciar que irá deixar o seu cargo a 7 de junho, May tentou sem sucesso, em três ocasiões, que os Comuns aprovassem o seu acordo do "brexit" negociado com a UE.

A sua última vitória, apresentar de novo o pacto com novas medidas, entre elas um possível segundo referendo, colocou-a numa situação impossível e terminou por derribá-la do Executivo.

As últimas sondagens do país revelam que as bases do partido "tory" vão escolher um líder favorável a materializar o resultado do referendo de 2016, embora entranhe uma saída abrupta.

Por sua parte, Bruxelas já indicou que não tem nenhuma intenção de reabrir a negociação do acordo de saída.