EFEGenebra

Há uma hipótese de 90% de que pelo menos um ano até 2025 seja o mais quente de todos os já registados, e são esperados para o período aumentos sobre os níveis pré-industriais de 0,9 a 1,8 grau Celsius, segundo um relatório divulgado esta quarta-feira pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O estudo das probabilidades, preparado com dados do Escritório Meteorológico do Reino Unido, reduz para 40% as chances de que a temperatura média no período exceda os níveis pré-industriais em 1,5ºC (limite recomendado pelo Acordo de Paris), mas a OMM advertiu que este risco aumenta com o tempo.

Em 2020, as temperaturas globais aumentaram 1,2ºC acima dos níveis pré-industriais, um valor muito semelhante ao de 2016, até agora o ano mais quente de todos os registados.

O Acordo de Paris estabeleceu o objetivo de manter o aumento da temperatura global neste século "bem abaixo" de 2ºC, embora exija esforços contínuos para manter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC.

O relatório apresentado pela OMM também considera altamente provável que as temperaturas aumentem em todas as regiões, exceto em partes dos mares do sul e do Atlântico Norte.

A entidade também prevê o aumento da precipitação em altas latitudes e na região do Sahel, bem como um aumento do número de ciclones tropicais no Atlântico, após um 2020 que já registou uma incidência sem precedentes de ciclones tropicais, com 30 tempestades desse tipo na região.