EFEGenebra (Suíça)

O porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, admitiu nesta terça-feira que medidas drásticas, como voltar ao confinamento, devem ser o último recurso nos países da Europa na luta contra a propagação do novo coronavírus.

"Grandes restrições de movimento, que mantêm muita gente em casa e limitam a possibilidade de muitos trabalharem e socializarem, devem ser o último recurso na hora de prevenir a Covid-19 e evitar que os sistemas de saúde fiquem saturados", explicou o representante da agência, em conferência de imprensa.

Jasarevic admitiu que esses decretos, em meio a segundas e terceiras ondas de contágio, "não são sustentáveis", devido ao grande impacto social e económico que provocam.

O porta-voz, no entanto, garantiu que não se trata de escolher entre deixar o novo coronavírus livre ou fechar a sociedade, ao lembrar que existem diversas ferramentas para combater a propagação, como a higienização constantes das mãos, o distanciamento físico e o uso de máscaras.

Além disso, destacou a importância de que as autoridades de cada país estabeleçam sistema de rastreamento de casos e de contatos dos infetados.

Jasarevic, apesar disso, admitiu que, pontualmente, alguns governos podem determinar que a população fique em casa, para gerir rápidos aumentos nos números de casos de infecção e internamento, melhorando assim a capacidade de resposta contra a Covid-19.