EFEGenebra

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tentou esta quarta-feira tranquilizar o mundo sobre o surgimento da variante Ómicron, observando que a Delta ainda representa mais de 99% dos casos de covid-19 ao nível mundial e que as medidas de prevenção contra ambas devem ser reforçadas.

Em assembleia extraordinária para discutir um tratado de preparação para futuras pandemias, especialistas da entidade comentaram que é importante acelerar a vacinação das pessoas que ainda não estão imunizadas.

Sobre a possibilidade da Ómicron ter uma maior capacidade de transmissão ou de causar covid-19 mais grave, os especialistas da OMS disseram que ainda vão ser precisos dias para analisar a informação que está a ser recolhida nos países onde esta variante foi detectada e para estabelecer as suas características.

"Lembramos que a (variante) Delta é dominante, mas quanto mais o vírus circula, mais hipóteses tem de mudar, motivo pelo qual temos de reforçar a vigilância ao nível mundial, a sequenciação genética (do vírus) representativo de todas as partes do mundo", disse a chefe da célula técnica anticovid da OMS, Maria Van Kerkhove.

Esta informação "precisa de nos continuar a chegar, sem que os países sejam penalizados por compartilharem informações", acrescentou, observando que África do Sul e Botswuana tiveram as suas ligações aéreas com grande parte do mundo suspensas depois de terem sido as primeiras a denunciar casos da variante Ómicron.

Sobre os diferentes cenários que estão a ser esboçados para a nova variante, a especialista afirmou que ainda é demasiado cedo para tirar conclusões.

"Não temos todos os dados sobre a transmissibilidade, esperamos ter informações sobre isto em questão de dias, não necessariamente de semanas", analisou.

Sobre a severidade, disse que há casos conhecidos que vão de leves a graves causados pela variante Ómicron, mas que é cedo para ser categórico.

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