EFEGenebra

A ameaça de genocídio que pesa sobre 600.000 rohingyas é clara, segundo uma comissão investigadora da ONU sobre os crimes cometidos no último ano em Myanmar e dos quais outras minorias presentes no país também foram vítimas.

Uma arrasadora maioria dos crimes documentados foram cometidos pelo Exército birmanês (denominado "Tatmadaw") e não se confinam aos brutais ataques contra a minoria muçulmana rohingya, estendendo-se a outras comunidades da etnia rakain (budistas) para evitar que estas apoiem um movimento rebelde que ressurgiu.

"A ameaça de genocídio continua para os rohingyas que ficam" em Myanmar, afirma um relatório tornado hoje público pela comissão da ONU, que o vai apresentar esta terça-feira no Conselho de Direitos Humanos reunido em Genebra, que lhe confiou a missão de realizar esta investigação.