EFEGenebra

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), dependente das Nações Unidas, salientou hoje que o declínio da atividade industrial em muitos países do mundo devido à pandemia da COVID-19 não exime a comunidade internacional de prosseguir com a luta contra as alterações climáticas.

A paragem industrial "não substitui a ação climática coordenada", sublinhou esta sexta-feira em conferência de imprensa a porta-voz da OMM, Clare Nullis.

Nullis recordou que o secretário-geral do organismo, Petteri Taalas, antecipou que, após a redução das emissões de gases com efeito de estufa prevista para estes meses de quarentena, é provável que se verifique um rápido aumento dos números relativos à poluição, como aconteceu em crises anteriores.

A porta-voz salientou a este respeito que o dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito de estufa, está presente na atmosfera e no oceano há séculos, pelo que o planeta continua a caminhar para as alterações climáticas, apesar de uma redução temporária das emissões como a atual.

Neste sentido, Nullis salientou que em muitos centros de observação da concentração de emissões na atmosfera, como os do Havai (EUA), Tasmânia (Austrália) ou Tenerife (Espanha), foram medidas concentrações de dióxido de carbono ainda mais elevadas nos primeiros meses de 2020 do que no ano passado.