EFEParis

O orquestra da Ópera da Paris realizou um concerto em plena rua nesta terça-feira, como forma de protestar contra a reforma das pensões proposta pelo governo de França, presidido por Emmanuel Macron, uma semana depois de bailarinas também fazerem um ato público, ao apresentar o "Lagos dos Cisnes".

Os músicos aderiram, dessa forma, ao 27º dia de manifestação da greve geral, que abrange vários setores do país. Os artistas, na Praça da Bastilha, denunciaram que os líderes políticos estão a impor as alterações e fazem "teatro" nas mesas de diálogo com a sociedade civil e sindicatos.

"Negamo-nos a entrar na paródia das negociações", dizia panfleto entregue pelos integrantes da orquesra, que executaram obras de Hector Berlioz e "Romeo e Julieta", de Serguei Prokofiev, antes de concluirem a apresentação com o hino nacional de França, "A Marselhesa".

Atrás dos músicos, numa enorme faixa estendida, era possível ler a frase "A Ópera de Paris em greve".

Os integrantes da Ópera contam com um dos regimes de pensões mais antigos de França, já que, assim como a Comédia Francesa, se beneficiam de uma concessão dada pelo rei Luis XIV, em 1698, que permite reformar-se aos bailarinos aos 42 anos, e aos músicos aos 60.

Desde a adesão à greve geral, quatro semanas atrás, mais de 50 apresentações da Ópera de Paris foram canceladas. As perdas estimadas da instituição chegam a 8 milhões de euros.