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Os principais aliados árabes da Arábia Saudita mostraram este sábado apoio ao país depois de ser admitida a morte do jornalista Jamal Khashoggi numa "briga" no consulado saudita em Istambul, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) e várias ONGs pediram o esclarecimento do incidente do qual qualificaram de "assassinato".

Pouco depois da meia-noite deste sábado, quando a Procuradoria da Arábia Saudita admitiu a morte, anunciou a detenção de 18 pessoas e a demissão de dois responsáveis de segurança, Egito, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Iémen e Jordânia apoiaram as autoridades sauditas.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito felicitou "o compromisso da Arábia Saudita para conseguir a verdade do caso e para tomar as medidas legais contra as pessoas envolvidas nele", além de "acompanhar o curso das investigações de forma transparente e no marco da lei".

O governo dos Emirados Árabes Unidos, por sua vez, o principal aliado dos sauditas no Golfo Pérsico, elogiou "as decisões e diretrizes" adotadas pelo rei Salman bin Abdulaziz em relação ao incidente "lamentável que causou a morte" de Khashoggi, de acordo com a agência oficial de notícias "WAM".