EFEBruxelas

Os líderes de França, Alemanha, Holanda, Suécia, Dinamarca e Áustria consideram que é possível ajustar a proposta de orçamento da União Europeia (UE) para poupar entre 20.000 e 30.000 milhões de euros de diferentes verbas para os dirigir a agricultura e coesão de modo a suavizar os cortes.

Segundo disseram fontes diplomáticas à Efe, estes países pediram ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que procure a maneira de ajustar os montantes destinados a certas verbas, já que consideram que em alguns casos haverá margem para reduzir o montante caso seja com o fim de suavizar cortes em outras mais problemáticas.

Os chefes de Estado e de Governo da UE realizam esta sexta-feira o segundo dia de uma cimeira extraordinária dedicada a acordar o seu marco financeiro para os próximos sete anos. Esta vai começar com um certo atraso, pois os líderes estão em reuniões bilaterais para tentar aproximar posturas.

O plano que até agora tem servido de base para a negociação, elaborado por Michel, prevê um orçamento equivalente a 1,074% do Rendimento Nacional Bruto (RNB) conjunto dos Vinte e sete, cerca de 1,09 biliões de euros para o período 2021-2027.

No entanto, Holanda, Áustria, Dinamarca e Suécia formaram um bloco que pede uma redução a 1% do rendimento nacional conjunto, dado que a UE conta com menos um membro depois da saída do Reino Unido.

Por outro lado, outro grupo de dezessete países defende elevar o montante e recusa os cortes nos fundos para a Política Agrária Comum (PAC) e de coesão, que segundo o plano de Michel seriam de 14% e de 12,1%, respetivamente.

Alemanha está mais perto de os primeiros, enquanto França aproxima-se mais dos segundos, com uma férrea defesa das ajudas à agricultura.