EFEEstrasburgo (França)

O Parlamento Europeu (PE) apoiou esta quarta-feira o objetivo da União Europeia (UE) de alcançar a neutralidade climática em 2050 e pediu mais ambição na redução de emissões em 2030 e objetivos mais elevados em termos de energia renovável e eficiência energética.

A resolução do Parlamento Europeu -debatida na sessão plenária de dezembro e aprovada esta quarta-feira por 482 votos a favor, 136 contra e 95 abstenções- apoia o Pacto Verde Europeu apresentado pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

No entanto, os deputados europeus vão além da Comissão Europeia e exigem que a futura legislação climática contemple o objectivo de reduzir as emissões de CO2 em 2030 em 55%, em comparação com os níveis de 1990, e que não se fique em "pelo menos 50% e perto dos 55%", como o Executivo comunitário propõe.

A resolução do PE sugere também que sejam acordados objetivos intermédios em 2040 para garantir que a UE esteja no bom caminho para alcançar a desejada redução das emissões poluentes e apelam a uma tarifa climática compatível com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) para compensar os diferentes níveis de ambição internacional em matéria de clima, que a CE também contempla.

O Parlamento Europeu, que terá eventualmente de negociar com a Comissão e o Conselho (os Estados-Membros) novas regras para enfrentar a crise climática, apela também a objetivos mais elevados para a utilização de energias renováveis e eficiência energética, assim como um mecanismo de transição "dotado com o financiamento adequado".

O presidente da comissão europarlamentar de Ambiente, o liberal francês Pascal Canfin, disse em comunicado que esperava "coerência com o Pacto Verde em todas as políticas da UE", o que inclui a política agrícola, o comércio e a gestão económica.