EFEBruxelas

O novo plano de migrações e asilo que a Comissão Europeia vai apresentar na próxima quarta-feira é a oportunidade de resolver um problema que há anos divide a União Europeia entre os países de entrada dos fluxos, que se sentem abandonados, e aqueles que se recusam a acolher requerentes de asilo.

Longe está a crise migratória de 2015, quando quase 1,9 milhões de migrantes chegaram à União Europeia, muitos a fugir da guerra na Síria, e embora o número de entradas seja agora muito menor, 139 mil irregulares no ano passado, segundo a Frontex, o problema da gestão da migração no bloco comunitário continua a gerar tensões.

As imagens do incêndio na semana passada no campo de refugiados de Moria (Grécia), construído para 3.000 imigrantes, mas que abrigava 12.000, lembram à UE a urgência de encontrar uma solução para acabar com as emergências, que agora são resolvidas caso por caso, com grandes dificuldades.