EFELisboa

Portugal mantém a sua tendência crescente na gestão de resíduos urbanos nos últimos anos com um aumento constante que, no primeiro trimestre de 2020, subiu 18% face ao mesmo período de 2019, segundo dados da ESGRA-Associação para a Gestão de Resíduos.

Enquanto se aguarda para conhecer a incidência da COVID-19 na reciclagem de Portugal, a associação que representa os Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos nos municípios informa de um aumento superior a 23% na recolha de papel e cartão, de 19% em plástico e metal, e de 12% de vidro durante os primeiros meses do ano.

O sistema eficaz de recolha de lixo em Portugal foi fundamental para conseguir esta dinâmica na reciclagem nos últimos cinco anos, que subiu 10% em 2019 a respeito do ano anterior, segundo dados da gestora privada Sociedade Ponto Verde, que aponta que o vidro e o plástico foram os materiais mais recuperados, com 9% e 5%, respetivamente.

Para além da consciencialização e participação cidadã, a verificação da qualidade na separação de resíduos locais, atividade desempenhada pela empresa Applus +, foi uma das principais ferramentas para chegar a estes níveis de crescimento sustentado no setor.

A multinacional especializada na inspeção, teste e certificação de diversos serviços colabora com as três entidades privadas encarregadas de desenvolver a gestão de resíduos sólidos urbanos em Portugal - Sociedade Ponto Verde, Novo Verde e Electrão-, e presta o seu apoio às Câmaras Municipais para que melhorem os seus critérios de classificação.

A principal atividade da companhia em Portugal consiste na análise de uma amostra -150 quilos por tonelada- dos resíduos classificados pelas autarquias para assegurar que cumprem com as especificações técnicas e, caso contrário, penalizar as localidades cujos resultados não estejam de acordo com a norma.

Ao lado da tarefa de verificar a eficácia das linhas de classificação, a Applus + "estuda os materiais para desenvolver novos métodos de separação, identifica o tipo de resíduos produzidos em cada localidade e vigia o cumprimento da legislação em Portugal", segundo explica a companhia em comunicado.

Como parte imprescindível deste processo, a multinacional, que assentou a sua atividade em Portugal no ano 2013, participa também na formação dos funcionários municipais através de palestras, procurando ajudar estas equipas a melhorar a identificação de resíduos e a sua posterior classificação.