EFEMoscovo

A Rússia começou esta segunda-feira os testes clínicos da "Sputnik Light", uma vacina de uma só dose destinada a travar mais rapidamente a explosão de novas pandemias e os altos índices de mortalidade causados pelo coronavírus.

Segundo informou o Centro Gamaleya, os primeiros testes da "Sputnik Light" vão ser realizados em três laboratórios de Moscovo e São Petersburgo com 150 voluntários.

O ministério da Saúde russo autorizou o início dos testes para conhecer a segurança e proteção imunológica da vacina, processo que irá terminar em finais de 2021.

Ao contrário da Sputnik V, também desenvolvida pelo Centro Gamaleya, que requer duas injeções com uma diferença de 21 dias, a "Sputnik Light" terá apenas uma dose.

O diretor do Gamaleya, Alexandr Gintsburg, explicou que a segurança da vacina de uma só dose está "demostrada", mas a sua eficácia para o seu uso entre os idosos ainda deve ser estudada.

Na sua opinião, a "Sputnik Light" servirá para reduzir a mortalidade em situações em que é impossível inocular com as duas doses necessárias para reforçar a imunidade.

"E depois de um tempo já se poderá então receber uma segunda dose. Ninguém o proíbe e a Ciência não está contra", disse.

O presidente russo, Vladimir Putin, apresentou a "Sputnik Light" a meados de dezembro na sua conferência de imprensa anual, estimando a sua eficácia à volta de 85%.

"Contudo, pode-se vacinar logo dezenas de milhões de pessoas. Também é uma opção", assegurou.

O presidente do Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (FIDR), Kiril Dmítriev, explicou esta segunda que a "Sputnik Light" está dirigida ao mercado externo.

"A 'Sputnik Light' pode-se tornar numa solução provisória e eficaz para muitos países que se encontram no pico da doença e querem salvar o maior número de vidas possível", comentou.