EFETóquio

"One Piece" acaba de chegar ao seu episódio número 1.000, uma nova meta para uma das séries mais bem sucedidas da animação japonesa conseguida graças "ao talento" do autor do mangá original e à "colaboração em equipa", segundo disse à Agência Efe o presidente do estudo Toei.

A série, baseada no mangá homónimo criado por Eiichiro Oda, começou a ser emitida no Japão em 1999, tornando-se desde então num fenómeno mundial ao ser exportada a 80 países, além de ser já a produção mais antiga da Toei, segundo a própria produtora nipónica.

O segredo da sua longevidade é "o talento do autor original" e "o apoio de todos os envolvidos e a colaboração em equipa", diz numa entrevista com a Efe o presidente da Toei, Ryuji Kochi.

A inconfundível estética concebida por Oda, a riqueza das suas múltiplas personagens e a amplitude do mundo fantástico onde se desenvolve são algumas das chaves por trás do contínuo sucesso do mangá e do animé protagonizado pelo pirata Monkey D. Luffy.

"A originalidade é importante, mas há muitas outras coisas que fazem que chegue também ao coração", assinala Kochi ao ser perguntado sobre o que faz "One Piece" se destacar entre outras obras do subgénero "shonen" e entre as séries de anime mais recordadas.

A adaptação da obra de Oda supera em tempo no ar anteriores produções da Toei que deixaram a sua marca em diferentes gerações, como "Mazinger Z", "Transformers", "Dragon Ball" ou "Sailor Moon".

"O mais importante é que a história de 'One Piece' continua ao longo de 22 anos... Isso é o que faz a diferença", destaca Kochi.

Oda foi reconhecido pelo Recorde do Guiness por ser o criador "do maior número de cópias publicadas de uma mesma série de banda desenhada e de um só autor", com uma história que se estreou em 1997 no semanário japonês Shukan Shonen Janpu (Weekly Shonen Jump) e que continua a ser publicada atualmente.

"One Piece" já venceu cerca de 490 milhões de cópias em perto de 60 países, o que o torna no mangá mais vendido da história.

A série tornou-se milenar num momento de explosão global do animé desencadeada pela proliferação de plataformas digitais que apostam fortemente pelo género, como a Netflix ou a Crunchyroll.

"Graças às plataformas digitais, há atualmente um montão de produções de animação japonesa, e isto gera mais conhecimento sobre todos os títulos", assinala o diretor da Toei.

O responsável pelo estúdio japonês também se mostra otimista sobre o futuro do setor: "Acho que a audiência do animé vai continuar a crescer nos próximos anos, e a Toei deve ser um ator chave nesta tendência", afirma.

A Toei comemorou a emissão do episódio número 1.000 de "One Piece" no passado dia 21 com eventos realizados ao longo deste mês em diferentes lugares da Europa, entre eles projeções em salas de cinema dos 13 filmes de animação baseados na série.

A obra de Oda terá também uma adaptação de ação real, que está a ser desenvolvida pela Netflix com o "mangaka" nipónico como produtor executivo e que estará protagonizada pelo ator mexicano Iñaki Godoy no papel de Monkey D. Luffy, segundo anunciou a plataforma digital no começo do mês.