EFECopenhaga

As taxas de vacinação na Europa são ainda insuficientes para evitar novos surtos, apesar da boa evolução da pandemia de covid-19, advertiu esta quinta-feira o gabinete regional europeu da Organização Mundial da Saúde, que pediu que se mantenha a vigilância e as medidas de controlo sanitário.

"Embora tenhamos chegado longe, ainda não chegámos suficientemente longe. A cobertura das vacinas está longe de ser suficiente para proteger a região de novos surtos", disse o diretor da OMS-Europa, Hans Kluge, em conferência de imprensa.

Kluge salientou que 30% dos europeus receberam em média a primeira dose e 17% completaram o processo de vacinação, uma distância "considerável" para os desejados 80% de cobertura total.

Pelo segundo mês consecutivo, os casos, hospitalizações e mortes por covid-19 continuam a diminuir, com a deteção na semana passada de um quinto dos casos registados durante o pico da terceira vaga em abril, mas a transmissão comunitária continua a ser "ampla".

"Embora devamos reconhecer o progresso feito na maioria dos países da região, também devemos admitir que não estamos totalmente fora de perigo", ressaltou Kluge.

O chefe da OMS na Europa advertiu que a variante delta, identificada pela primeira vez na Índia, mais contagiosa e apresentou "escape imunológico", está cada vez mais presente.

"Devemo-nos apegar a medidas de proteção para suprimir o vírus. Deve ser assim, mesmo que os casos diminuam. Uma combinação de medidas públicas e vacinação, não uma ou outra, é a saída para esta pandemia", ressaltou.

Kluge falou também em não repetir os "erros" do verão passado, quando também houve uma queda acentuada dos contágios, e que pediu para quem optar por viajar que o faça "com responsabilidade".