EFEWashington

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou esta terça-feira a defender a hidroxicloroquina como tratamento eficaz contra a COVID-19 apesar dos múltiplos estudos que desaconselham o seu uso.

"Acredito que funciona nas primeiras etapas (da doença)", argumentou Trump durante uma conferência de imprensa na Casa Branca centrada na resposta do seu Governo ao coronavírus, que já deixou mais de 149.000 falecidos nos Estados Unidos.

Trump também defendeu ter feito 'retweet' na segunda-feira de um vídeo que defendia a eficácia da hidroxicloroquina, uma gravação que as plataformas Twitter e Facebook eliminaram por considera-la informação falsa sobre a pandemia.

"Havia uma mulher (no vídeo) que foi espetacular nas suas afirmações a esse respeito, que tinha tido um êxito tremendo", acrescentou Trump em referência a Stella Immanuel, uma doutora que relacionou certas patologias com sexo com demónios e bruxas, além de defender o não uso de máscaras.

"Aparecia juntamente com muitos outros médicos. Eram grandes admiradores da hidroxicloroquina, e pensei que ela era impressionante", disse o presidente, que suspendeu a conferência de imprensa ao ser pressionado pelo historial de Immanuel.

O presidente tinha insistido antes que este medicamento para a malária é "seguro" e que "não causa problemas", apesar dos especialistas do seu próprio Governo terem alertado sobre possíveis efeitos no sistema cardíaco.

De facto, no passado 1 de julho, a Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA, em inglês) desaconselhou o seu uso.

"Eu acredito nela. Tomava-a. Como cabem, tomei-a durante 14 dias e estou aqui. Certo? Estou aqui", acrescentou o presidente, contrariando as indicações da FDA.

Trump também defendeu durante a conferência de imprensa que "grandes zonas do país estão livres de coronavírus" e que "há importantes melhorias nas principais áreas metropolitanas".

Os Estados Unidos, no entanto, continuam a ser o país mais afetado por coronavírus à volta do mundo, com mais de 4,3 milhões de casos confirmados e mais de 149.000 falecidos, e tem cerca de 20 estados com surtos significativos.

"Está a começar a baixar, na direção correta, e creio que o vão ver rapidamente, muito em breve", disse.