EFEAncara

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlüt Çavusoglu, avisou hoje à União Europeia (UE) que "acabou" a época na qual os vinte e oito podem "atuar como um patrão", sublinhado que o futuro das relações do seu país com o bloco e com os EUA dependem da atitude desses países.

"Se a UE aprende a respeitar a Turquia em 2018 e a vê como um parceiro do mesmo nível, se a avalia no marco de ser (no futuro) pleno membro da UE, então as nossas relações bilaterais serão muito mais sólidas", disse o ministro em declarações ao jornal turco Hürriyet.

"A época de atuar como um patrão acabou. A UE começou a entendê-lo", acrescentou o chefe da diplomacia turca.

Çavusoglu indicou que a Turquia está a fazer uma nova tentativa para conseguir a isenção do visto exigido pela Europa aos cidadãos turcos, que tem vindo a negociar com Bruxelas há vários anos, e adiantou que em breve compartilhará com as autoridades comunitárias algumas propostas a este respeito.

O ministro turco admitiu que 2017 foi um ano problemático para as relações com a UE, como também com os Estados Unidos.

"Falarei com o ministro de Exteriores da Alemanha a 6 de janeiro. Não temos nenhum problema com a Alemanha, ainda que a Alemanha e alguns outros países os têm conosco, mas não nos disseram porquê. Queremos levar as nossas relações com a Alemanha a uma fase melhor", manifestou Çavusoglu.

O ministro não especificou onde vai acontecer a conversa prevista com o seu homólogo germânico ou se será por telefone.

Çavusoglu acrescentou que vai tentar melhorar as relações, habitualmente tensas, com a Áustria.

"O ano 2017 também foi problemático para as nossas relações com os Estados Unidos. Mas, apesar de tudo, são o nosso aliado na NATO. Deveríamos ter boas relações, mas depende dos EUA. Se se portam mal conosco, respondemos com a mesma moeda", concluíu Çavusoglu.