EFEBruxelas

Os ministros da Educação da União Europeia adotaram esta segunda-feira uma recomendação que pretende desenvolver o modelo de aprendizagem mista, que combina uma parte presencial (na escola ou noutros locais) e outra digital, incluídas as aulas online.

Segundo um comunicado do Conselho (países da UE), o objetivo é "conseguir uma educação de alta qualidade e inclusiva tanto em educação primária como em secundária".

As circunstâncias da pandemia de covid-19 obrigaram as escolas europeias a adaptar-se e procurar alternativas ao ensino presencial habitual.

Apesar dos professores terem estado à altura quanto à adaptação de novos enfoques de ensino, "os desafios existentes foram evidentes", como os problemas de conectividade e uma infraestrutura digital insuficiente, indicou o Conselho.

A recomendação propõe tanto medidas a curto como a longo prazo.

Entre outros, aconselha os Estados-membros a ajudar os alunos a recuperar a perda de aprendizagem causada pelo fecho parcial das escolas e impulsionar o desenvolvimento das suas habilidades e capacidades digitais, bem como as das suas famílias.

Também propõe que os Estados-membros adotem enfoques de aprendizagem combinada na formação dos professores e dos seus programas de desenvolvimento profissional, invistam em ligações à Internet de alta velocidade para as escolas e aprendizagem à distância e façam pleno uso dos fundos e da experiência da UE para as reformas e investimentos em infraestrutura, ferramentas e pedagogia.

A ministra de Educação da Eslovénia, Simona Kustec, cujo país preside o Conselho da UE este semestre, recordou que no último ano e meio "a educação em casa e a aprendizagem à distância tornaram-se numa nova realidade para muitos alunos, professores e pais".

"Devemos conservar algumas das aprendizagens deste período ao olhar para o futuro" para facilitar sistemas de educação melhor equipados, assinalou.

Depois da adoção por parte do Conselho nesta segunda-feira, a Comissão vai apoiar a implementação da recomendação facilitando a aprendizagem mútua entre os Estados-membros, apoiando o desenvolvimento de recursos como material de orientação e apoiando o desenvolvimento profissional e as oportunidades de aprendizagem para professores, formadores e outro pessoal educativo.

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