EFEBruxelas

Os ministros da Saúde da União Europeia (UE) procuram esta quinta-feira numa reunião extraordinária um "enfoque comum" para responder à doença gerada pelo coronavírus e evitar a sua propagação.

Muitos dos ministros da Saúde ressaltaram à sua chegada à reunião, que começou às 10h00 locais (09h00 GMT), que o epicentro do vírus está na China e a capacidade dos sistemas de saúde europeus para responder a essa ameaça.

O ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, sublinhou que Espanha "tem um sistema de saúde muito robusto" e "grandes profissionais" e que desde o primeiro dia que "seguem as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS)", por exemplo através da aplicação dos mecanismos de deteção precoz do vírus.

O ministro alemão, Jens Spahn, indicou por sua vez que é necessário um "enfoque comum" a nível da UE para responder ao vírus ao invés da adoção de "medidas unilaterais".

Outros, como o checo, Adam Vojtech, mencionaram a "ameaça" que representaria para a UE a insuficiente disponibilidade de medicamentos para tratar o vírus, algo que considerou que os Vinte e sete devem abordar com urgência.

A ministra belga, Maggie de Block, mostrou-se mais confiante nesse sentido, afirmando que "não há razões para que se produza uma escassez" de produtos farmacêuticos "nos próximos meses", mas reconheceu que é preciso "estar atentos e vigiar a situação".

A agenda do Conselho da Saúde inclui um debate sobre "as medidas de emergência" e as "soluções para prevenir a expansão do surto" do coronavírus na UE e a adoção de conclusões sobre essa crise médica.

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