EFEGenebra

O último foi o mês de junho mais quente desde 1880, quando começaram a fazer-se os registos mensais de temperaturas, anunciou hoje a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

O recorde de temperatura para junho foi registado tanto em terra como no mar, e segundo os dados recolhidos e processados pela OMM, nove dos dez meses de junho mais quentes aconteceram desde 2010, com o décimo a remontar a 1998.

Esta avaliação das temperaturas incluem o hemisfério sul, onde é inverno, onde também se registou o mês de junho com a maior temperatura média.

"Não é só a Europa, isto está a acontecer globalmente", disse a porta-voz da OMM, Clare Nullis, lembrando que este continente viveu recentemente uma forte onda de calor que, segundo as previsões, se vai repetir a partir da próxima semana.

Perguntada se algumas espécies poderão sucumbir com temperaturas tão elevadas, Nullis disse que "já o estamos a ver atualmente, os recifes de coral estão sob um stress enorme devido à acidificação do oceano e às ondas de calor".

As altas temperaturas de junho também foram causadoras de uma grande redução do gelo no mar do Ártico, cuja superfície foi a menor dos últimos 41 anos (desde que existem registos).

Outro efeito desta situação foi a multiplicação de incêndios incontrolados no Círculo Ártico nas últimas semanas, em particular no Alasca (Estados Unidos) e na Sibéria (Rússia), onde as temperaturas também quebraram recordes.