EFEPequim

O presidente da farmacêutica chinesa Sinovac, Yin Weidong, assegurou esta quinta-feira que a sua vacina contra o coronavírus, uma das mais avançadas do mundo, poderá começar a ser aplicada massivamente à população a princípios do próximo ano.

Durante uma visita da Efe e outros órgãos de comunicação social aos laboratórios e fábrica da companhia em Pequim, Yin disse que a sua fábrica tem capacidade para produzir 300 milhões de doses anuais da vacina, chamada CoronaVac.

A empresa começou a construir em março uma fábrica específica para produzir esta vacina contra o coronavírus, que já está a fabricar doses há já várias semanas.

Yin explicou que testaram sete métodos de vacina diferentes, mas descobriu que "a via de vacina inativada era a melhor".

O presidente da Sinovac disse que as provas realizadas na fase 3 aos maiores de 18 anos "não mostraram especiais reações adversas" e que a sua vacina é capaz de "combater todas as estirpes do coronavírus SARS-Cov-2 existentes no mundo".

O CoronaVac está agora a ser testado no Brasil, Turquia, Bangladesh e Indonésia: "É melhor testar no estrangeiro porque na China a pandemia está praticamente controlada e seria difícil provar a sua eficácia aqui", acrescentou.

Yin disse que também se está a estudar a possibilidade da vacina ser fabricada noutros países.

A Sinovac anunciou a 9 de setembro que os resultados dos ensaios da sua vacina CoronaVac nas fases 1 e 2 tinham demonstrado "boa segurança e imunogenicidade" em adultos saudáveis com mais de 60 anos de idade, bem como entre pessoas com idades compreendidas entre os 18 e 59 anos.

Os níveis de anticorpos nas pessoas com mais de 60 anos foram ligeiramente inferiores aos da população mais jovem, segundo a companhia.