EFEWashington

O ex-produtor de Hollywood Harvey Weisntein chegou a um acordo de 44 milhões de dólares para fechar as ações movidas contra si por algumas das suas supostas vítimas e pelo estado de Nova Iorque, informa esta sexta-feira o jornal The New York Times.

Ainda não se sabe se este acordo preliminar incluiria a admissão de Weinstein das acusações de abuso sexual contra ele -negadas pelo produtor- por mais de 80 mulheres, alguma delas conhecidas estrelas de Hollywood como Salma Hayek, Angelina Jolie e Lupita Nyong'o.

De acordo com o jornal nova-iorquino, dos 44 milhões do acordo, 30 seriam divididos entre um fundo de reclamantes, credores da sua antiga empresa (The Weinstein Company) e ex-funcionários, enquanto o restante seria usado para cobrir as despesas legais dos sócios de Weinstein, atingidos pelos processos.

Em paralelo a este acordo civil, Weinstein enfrenta um processo criminal por crimes sexuais cujo julgamento no estado de Nova Iorque está programado para começar em setembro.

Antes intocável em Hollywood, Weinstein tornou-se numa espécie de "praga" na indústria devido às dezenas de acusações de agressão sexual contra ele.

As primeiras acusações foram reveladas no final de 2017 e causaram um terremoto feminista em Hollywood que, culminando mais tarde com o surgimento do movimento "Me Too", apontou para outros supostos agressores e assediadores sexuais como Kevin Spacey, Brett Ratner, Louis C.K., John Lasseter e Bryan Singer.