Depois de semanas de especulação, o estúdio Warner Bros. confirmou que o filme "Wonder Woman 1984" vai estrear nos EUA no dia de Natal em simultâneo nos cinemas e através da plataforma HBO Max sem custos extra para os subscritores.

A respeito da sua estreia internacional, a companhia indicou que no resto do mundo, onde a HBO Max não está disponível, o filme vai chegar aos cinemas a 16 de dezembro.

"Enquanto navegamos nesta época sem precedentes, tivemos que ser inovadores para manter os nossos negócios e continuar a servir os nossos fãs", disse em comunicado Ann Sarnoff, presidente e diretora-executiva do WarnerMedia Studios e Networks Group, que inclui a Warner Bros. Pictures.

"É um filme fantástico que ganha vida no grande ecrã e, em colaboração com os nossos parceiros de exibição, vamos dar essa opção aos consumidores nos EUA, onde os cinemas estão abertos", acrescentou.

Sarnoff reconheceu que "muitos consumidores não podem regressar aos cinemas devido à pandemia", pelo que querem facilitar a opção de ver 'Wonder Woman 1984' através da HBO Max, onde vai estar disponível durante um mês.

Muitos analistas esperavam que o estúdio adiasse a data de estreia do filme até 2021 (como foi feito com os restantes filmes de grande orçamento, como "Black Widow"; "Fast & Furious 9" ou "007: No Time to Die") já que é um filme que, em condições normais, podia passar dos 1.000 milhões de dólares em bilheteira.

Estima-se atualmente que 50% das salas americanas estão fechadas devido ao coronavírus.

Contudo, com este movimento, o estudo espera que haja um aumento nas subscrições à HBO Max, que custa 15 dólares por mês e tem uma enorme concorrência apresentada pela Netflix, Amazon Prime ou Disney+.

"Wonder Woman 1984", realizado por Patty Jenkins, é a sequela de "Wonder Woman" (2017), da mesma realizadora, um grande fenómeno que confirmou Gal Gadot como estrela mundial, arrecadando 822 milhões de dólares.

Na sequela, prevista originalmente para o mês de junho, Gadot está acompanhada por Chris Pine, Kristen Wiig e Pedro Pascal, entre outros, dentro de uma história que passa na década de 80.

"Amamos o nosso filme e amamos os nossos fãs, pelo que esperamos que o filme traga um pouco de alegria e alívio a todos nestas datas", apontou Jenkins.