EFETóquio

Os acionistas da fabricante de veículos Mitsubishi Motors ratificaram esta sexta-feira a destituição de Carlos Ghosn como presidente, vários meses depois da Nissan e Renault terem feito o mesmo a sua detenção por irregularidades financeiras.

A aprovação da deposição de Ghosn foi aprovada durante uma reunião realizada num hotel de Tóquio que contou com a presença de cerca de 500 acionistas e que se prolongou durante duas horas, segundo detalhes recolhidos pelo jornal japonês Mainichi.

Durante a reunião, os acionistas da Mitsubishi votaram também a favor de manter no cargo de presidente Osamu Masuko, que prometeu fortalecer a gestão corporativa e favorecer a transparência.

Ghosn é acusado de ocultar às autoridades financeiras do Japão parte das compensações económicas pactadas com a Nissan (que possui 34% da Mitsubishi e levou a fabricante à Aliança) e de abusar da confiança da companhia por usar os seus fundos com fins pessoais e realizar transações injustificadas para a entidade.

O ex-executivo encontra-se atualmente em liberdade sob fiança.